Justiça argentina usa internet como “punição”

O título do post parece brincadeira, mas não é; é um caso realmente de se parar para refletir.
Em 2003, o pai do menor A.C. conseguiu emprego melhor como marinheiro fora da Argentina, ele saiu do país com a promessa de um dia levar consigo toda a família, coisa que nunca fez.
Em outubro de 1999, A.C. nasceu; e desde que seu pai saiu do país, tem sido pouco o contato com a pai do qual sente muito saudade, segundo a mãe do menino. E como o pai muda constantemente de endereço, a comunicação é muito difícil - apesar de a família saber que sua residência fica na Espanha - pois, ele viaja muito, devido a profissão.
Então em uma decisão inédita, o 5° Tribunal de Família de Rosário (o 3° maior do país) condenou o pai do menino a lhe visitar virtualmente às terças, quintas e domingos, das 17 às 18 horas, horário argentino. A sentença procura “remover os obstáculos que entorpecem o pleno desenvolvimento” da criança“.

Numa audiência, o menino contou aos juízes que o pai “não telefona há sete meses e que nem tem o seu endereço de e-mail“.
Como argumento, a mãe expõe que sem ter o endereço de e-mail do pai, “o filho não pode desejar feliz aniversário, feliz Dia dos Pais e nem lhe contar sobre os seus progressos, as suas inquietações ou as suas angústias“.

Para cumprir a sentença, o pai deverá comprar um computador com webcam e enviar para o menino; assim o menino poderá lhe ver e ouvir, ainda que através de um monitor. Quando a sentença foi imposta ao homem (30/12/2008) o pai tinha um mês (até 30/01/2009) para providenciar o equipamento ao filho.
Segundo as fontes, o menino ainda nem recebeu o computador!

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